Home
crónicas
Mostrar mensagens com a etiqueta crónicas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crónicas. Mostrar todas as mensagens
My (not so) Fashion Mood #2
Sobre as pessoas... Sobre o verbo "ser"....
Eu escolho-as autênticas... doces. Escolho-as pelo jeito que me olham... com deleite e orgulho em me terem ou simplesmente conhecerem.
Avalio-as pelo que são com os outros, comigo... mas sobretudo pelo que são quando ninguém está a olhar. Gosto da sua afabilidade... gosto da forma como me convidam a sorrir... como provocam autênticos tsunamis de gargalhadas à sua volta... pessoas que só olham em redor para zelar pelo bem alheio, mas nunca em detrimento do seu próprio bem... gosto de quando se dão... da facilidade com que elogiam, mas da forma comedida como o fazem. Gosto das pessoas que escolhem as outras pelo que conquistam com elas e não pelos que conquistam à custa delas (não, não gosto de quem gosta por interesse). Gosto de quem valoriza. Não gosto de quem dá um valor fingido. (Mas valor... que valor? A amizade e o que ganhamos com ela não tem ou não deveria ter preço!)
Gosto de pessoas que pensam com o coração, mas têm uma intelectualidade suficientemente forte para não se deixarem vergar... influenciar. Gosto de quem gosta sem ciúme, sem cobiça... Atenção! Todos temos uma ambição secreta de ter ou ser algo que nos falta. A diferença é como lidamos com isso... Há quem julgue, desdenhe e opte pela frustração... Há quem critique, porque julga que de alguma forma envenenando a realidade se fará notar de alguma forma... Mas felizmente há quem o confesse, quem elogie a "sorte" do outro, quem peça um conselho para conquistar o mesmo.. há quem lute pelo que quer, sem calcar quem se atravesse pelo caminho ou quem se ergue como possível ameaça. Gosto de quem vai à luta usando apenas as suas capacidades (não, não se inclui aqui a capacidade de prejudicar a vida dos outros!). Gosto de quem acredita que neste mundo há espaço para mais do que uma pessoa bonita, para mais do que uma pessoa com talento, para mais do que uma estrela... Porque para haver uma constelação são precisas várias estrelas. E todas as estrelas têm brilho próprio (é a ciência que o diz, não sou eu!).
Fico estupefacta como existem pessoas que deitam por terra essa dádiva que é conhecer e ter por perto alguém assim. Muitas vezes em detrimento de coisas demasiado sobrevalorizadas como fama, dinheiro, estatuto facilidades,... Mas existe maior estatuto do que ter caráter, um bom coração, dignidade, e de se ser fiel aos nossos valores? A felicidade vem de dentro!Tem tão mais valor sermos notados e lembrados pelo nosso trabalho, pelo que somos... Mais do que sermos conhecidos como apêndice de alguém, como sendo amigo deste ou daquele (com poder, fama, dinheiro,...). Devemos trabalhar para que o nosso trabalho e a nossa obra falem por nós... até que um dia não tenhamos de nos apresentar! Falo do nosso trabalho na construção da nossa essência enquanto seres humanos (não apenas profissionalmente!)
E vocês... que tipo de pessoa valorizam? São essas as pessoas que escolhem ter por perto? São essas pessoas que procuram ser?
"If you are your authentic self, you have no competition. Authenticity is magnetic."
My (not so) Fashion Mood #1
E quando acordamos a sentir que conseguimos mudar o mundo? Enche-se o peito de confiança e seguimos hirtos e seguros para o dia que nos espera lá fora.
Há uns tempos escrevi um texto... Hoje, ao relê-lo, percebi que aquelas palavras pensadas e desabafadas na primeira pessoa podiam e deviam ser sentidas por todos!
E o texto dizia assim - agora na conjugação certa:
Não vale a pena pensar nos problemas, eles vão sempre surgir ... Não vale a pena sequer pensar no quanto aquela queda vai doer, porque vamos (sempre) cair, de um jeito ou de outro... Uma coisa eu sei: se por momentos tivermos que pensar nesses problemas e nessa dor, pelos menos que seja pelos motivos certos... Devemos pensar nos problemas, mas só naqueles que nos conduzem a um novo patamar, a mais um degrau na nossa caminhada... Se pensarmos na dor de uma certa queda, que seja a queda de uma escalada que ousamos fazer, da montanha que ousamos subir, aquela que ninguém teve coragem sequer de tentar.
Na dor e nas lágrimas devemos escolher superar, pois um dia elas serão o reflexo das nossas vitórias, serão parte integrante da história das nossas conquistas.
Porque em dias de chuva lá fora, pode raiar o sol mais bonito cá dentro... dentro do peito, do espírito, do coração!
Dias cinzentos vão sempre existir. Cabe-nos a nós perceber como ver o reverso e encontrar em nós a luz que falta para abrilhantar o dia que nasceu para ser escuro.
"Life isn’t about waiting for the storm to pass… It’s about learning to dance in the rain."
CRÓNICA: O valor de uma Oportunidade...
Longe vai o tempo em que ter um canudo na mão era sinónimo de segurança, em que ser doutor, engenheiro ou arquiteto fazia prever um futuro próspero. O mercado está fechado para nós e assim ficam também os sonhos: fechados e estagnados.
Quando terminamos os estudos, bate à porta a tão assombrosa necessidade de sermos ousados e dar um ou outro mergulho no mercado de trabalho. Muitos não têm qualquer ideia do que os esperava, mas voam convictos de que, por mais lotado que estivesse, haveria sempre um lugar guardado para nós e que, embora o panorama se pintasse negro, nós seríamos uns das sortudos e iríamos encontrar, num abrir e fechar de olhos, o nosso cantinho à beira-mar plantado.
Quando findamos os estudos emerge uma sede de trabalho, por vontade, por necessidade e até por dever. Precisamos de saber o que é viver da profissão para a qual nos formamos, sentir nas veias a azáfama do dia-a-dia, ansiar impacientemente pela chegada do fim do mês e ver a nossa conta bancária engordar sem preconceitos. É como se tudo dependesse desta "simples" condição para que tudo possa desabrochar, fluir ou tão somente... acontecer. Mas o país troca-nos as voltas. Ficam planos, projectos... tudo congelado.
Alguns anos já passaram desde que muitos se formaram e, entre estágios e "biscates" - tudo com prazo de validade -, ainda não provaram a segurança e a estabilidade de ter um vínculo que una harmoniosamente a sua vocação e vontade a uma oportunidade (real, segura e fixa). Vão-se contentado com atividades de um mundo paralelo e completamente distante daquele que traçaram. Trabalhos precários que roçam a exploração.
Hoje em dia, marcar a diferença é crucial. E eis que começam a dar por si a pensar o que poderão ter assim de especial que os distinga de tantos que, como eles, aguardam que a sorte mude. E assustam-se. Em tudo o que se envolveram, fizeram-no com dedicação, paixão, empenho... Procuraram dar o melhor de si... Mas será isso o suficiente? É terrível pensar no quão competitivo é o mercado e quantas são as vezes em que dão por eles a perder a crença em si mesmos. "Não sou suficientemente bom", "haverá sempre alguém melhor, com mais perfil, com mais experiência", "não estou a altura", "não vou dar conta do recado", "parece que desaprendi tudo o que sabia até agora". É agoniante perder a confiança, sobretudo quando foi tão árduo conseguir alguma. Ter um trabalho/emprego é importante, não apenas pela realização pessoal. Ter um trabalho é quase como a condição que precisamos para sermos felizes e confiantes. É a garantia de uma oportunidade que alguém nos deu. E muitos de nós o que aguardam é apenas isso: uma oportunidade. É como se a simplicidade de uma oportunidade servisse de alento para o ego, pois é dela que necessitamos para voltar a acreditar que somos capazes, que somos bons e que podemos ser cada vez melhores. Porque a oportunidade pode ser efémera, mas, por mais breve que seja, deixará com certeza marcas... E uma delas será, com certeza, a consciência de que fomos à luta, batalhámos e conquistámos o sabor do amadurecimento pessoal e profissional. Portanto, é a consciencialização de que se conseguimos uma vez, poderemos voltar a repetir a proeza. E é esta a força de uma simples oportunidade: a capacidade que ela tem de nos fazer acreditar em nós mesmos, de acreditar que nenhum recado é maior do que nós, nem nenhuma porta tão intransponível assim. Uma oportunidade significa que alguém, para além de nós próprios, acreditou nas nossas capacidades ou que alguém viu em nós mais do que um papel... Significa, pois, que não nos enganámos e que, de facto, todos temos algo de novo para dar a este mundo. Cada um de nós é, à sua maneira, transcendente e especial. Mas nós sabemos disso... só queremos apenas que alguém, como nós, o reconheça.
Subscrever:
Mensagens
(
Atom
)
Sobre Mim
Olá a todos! O meu nome é Ana Camboa, vivo em Lisboa e sou a autora do blog.
Pouco tempo e muitas paixões culminaram neste espaço.
Estórias, pessoas, novidades, eventos, tendências, destaques, atualidade, lugares, frivolidades e, quem sabe, outras banalidades. Tudo o que está “Em Voga” terá lugar cativo por estas bandas.
Um ponto de encontro das horas vagas, com momentos muito pouco vãos e com pronúncia do Norte.

%2B2.jpg)
%2B2.jpg)
%2B2.jpg)
%2B2.jpg)
%2B2.jpg)
