O que a maturidade nos ensina….



Todos os dias somos bombardeados com publicações que falam dos nossos famosos. Factos, ficção, não sabemos… Mas são conteúdos que absorvemos, que muitas vezes tomamos como verdades absolutas e que nos levam a criar opiniões ou até juízos de valor.

Não está escrito em lado nenhum que é proibido ou punido por lei falar ou tecer opiniões sobre quem não conhecemos. Mas a lei do caráter devia condenar, e muito, isso.
Esta introdução serve apenas para explicar que o que acontece com as revistas cor de rosa, por exemplo, pode muito bem ser transportado para o nosso dia-a-dia… As pessoas falam umas das outras, comentam, trocam opiniões… deitam cá para fora o que lhes convém, sem sequer pensar no impacto que isso pode ter (vá, algumas até sabem e fazem-no mesmo com o intuito de conseguir esse impacto).
O que pensam de nós, não é um problema nosso. O nosso papel é viver segundo o nosso caráter e chegar ao final de cada dia com a mente leve, o coração sereno e a consciência tranquila.
O que pensam de nós, não é um problema nosso, mas sim dos que estão a tecer julgamentos a nosso respeito.
As pessoas estão programadas para pensar o pior dos outros. Porque é mais fácil… julgar, apontar o dedo, supor, inventar, cochichar,… Faças o que fizeres, sejas incrível ou uma nódoa, as pessoas vão falar.
É a natureza humana (se é que agir assim tem alguma coisa de humano). Estamos programados para sobreviver… e somos mesquinhos ao ponto de achar que viver é um eterno braço de ferro com todos o que cruzam a nossa estrada… uma permanente obrigação para ver quem é ou se sai melhor. E continuamos a insistir nesse absurdo de pensar que inferiorizar e ridicularizar o outro nos faz sobressair de algum jeito.
Uma vez li algo que não mais me saiu da memória… Não decorei, mas a ideia era mais ou menos esta:
Para conseguirmos respirar nesta selva tão poluída, temos de deixar que as pessoas pensem o que quiserem pensar. Não dar importância, até porque é algo que escapa ao nosso controlo. Por isso, as pessoas que arquem com as consequências de cada pensamento alimentado. Jamais vamos poder controlar o que todas as pessoas pensam… por isso não nos devemos apoquentar ou abrir espaço a que isso tenha influência sobre nós. Elas que resolvam consigo mesmas as suas questões de caráter (Sim, porque o que pensam de ti diz mais sobre quem pensa, do que de ti). As pessoas que tenham capacidade de suportar o juízo que fazem do mundo, junto com as voltas que ele dá… 
É fácil ficar indiferente? Não. Mas o exercício é impedir que a nossa mente contamine o nosso dia-a-dia e por consequência a nossa felicidade. 
Já temos tantas aflições onde focar a nossa atenção… não é justo que carreguemos mais esse fardo que nos traz a opinião alheia.
A nossa tarefa é focarmo-nos no que depende somente de nós… do que podemos controlar. E a nossa responsabilidade é canalizar energia no que nos desperta o sorriso… e, claro, sentir que ao cair da noite, deitamos a cabeça bem leve na almofada.
Perante as críticas estúpidas e cruéis, é feliz quem se mantém firme e fiel a si e continua a ser o que é, mas ainda com mais convicção

“Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.” 

(“Segue o teu destino”, Ricardo Reis)

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